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Formas: kata, poomsae, taolu e formas com armas

Uma forma é uma sequência fixa de movimentos que uma escola usa para guardar e ensinar a sua técnica. Aqui estão agrupadas por arte e estilo. As contagens de movimentos seguem a entidade oficial indicada em cada entrada; outras linhagens podem contar de outra maneira. A sequência é um resumo por palavras nossas e não substitui um professor.

1

Madrugada, um dojo vazio. Uma aluna, nenhum adversário. Ela cumprimenta — e começa o primeiro movimento.

2

Cada defesa, rotação e golpe é uma página de um livro escrito por mestres que já partiram. A forma é a maneira como o guardaram.

3

Em baixo: o que é cada forma, de onde vem, quantos movimentos tem — e como ler os combates escondidos (bunkai).

Heian 1–5 (Shotokan) / Pinan 平安

Nome e significadoHeian quer dizer “paz e segurança”. É a leitura japonesa dos mesmos caracteres do nome okinawano Pinan.
OrigemCriadas em Okinawa por Ankō Itosu a partir de kata mais antigos como Kūsankū e Channan; entraram nas escolas de Okinawa em 1895. Funakoshi Gichin mudou-lhes o nome para Heian quando levou o karaté para o Japão.
MovimentosContagem JKA: 21 / 26 / 20 / 27 / 23 (ver tabela).
Quando se aprendeGraus de iniciante (kyu), uma após outra por ordem de dificuldade; cada federação define qual é pedida em cada exame.
FormaMovimentosKiai
Heian Shodan219, 17
Heian Nidan2611, 26
Heian Sandan2010, 20
Heian Yondan2713, 25
Heian Godan2312, 19

A sequência (resumo)

As cinco seguem uma linha no chão em forma de I (embusen). Shodan: bloqueios baixos e socos a avançar nas linhas laterais, três bloqueios altos a subir pelo centro (kiai no 9), três socos a avançar a descer pelo centro (kiai no 17) e quatro bloqueios com a mão em faca em posição recuada para fechar. Nidan junta o pontapé lateral com murro de costas da mão, a mão em lança e o pontapé frontal. Sandan trabalha em posição de cavaleiro com cotoveladas e golpes de martelo a curta distância. Yondan junta a joelhada (kiai no 13). Godan junta bloqueios com os braços cruzados e um salto.

Princípios

Posições básicas (frontal, recuada, cavaleiro), rodar no lugar, rotação da anca, a mão que puxa (hikite) e um ritmo fixo com dois kiai.

Bunkai / aplicações

Itosu fez a série para ensinar crianças, com sequências tiradas do Kūsankū. Muitos professores leem os “bloqueios” como formas de soltar um pulso agarrado, afastar um braço ou bater a curta distância; a mão que puxa representa muitas vezes segurar o adversário.

Variações entre estilos

Shitō-ryū, Wadō-ryū, Shōrin-ryū e Kyokushin mantêm o nome Pinan. Em alguns estilos a Shodan e a Nidan estão trocadas: a que o Shotokan chama Heian Shodan, o Shitō-ryū chama Pinan Nidan. O Wadō-ryū e o Shūkōkai ensinam primeiro a Pinan Nidan. O Tang Soo Do pratica-as como Pyung Ahn.

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Fontes: [1][2][3]

Tekki 1–3 / Naihanchi 鉄騎 / ナイハンチ

Nome e significadoTekki quer dizer “cavaleiro de ferro”, por causa da posição de cavaleiro usada do princípio ao fim. O nome okinawano antigo, Naihanchi, não tem tradução assente.
OrigemOkinawano. Funakoshi escreveu-o como Naihanchi em 1922, chamou-lhe “Kibadachi” em 1936 e a edição de 1956 do seu Karate-dō Kyōhan usa Tekki. São três kata; uns investigadores acham que a Nidan e a Sandan foram juntadas por Itosu, outros que um só kata foi dividido em três.
MovimentosJKA: Shodan 29, Nidan 24, Sandan 36.
Quando se aprendeShotokan: primeiro kata intermédio depois das Heian. Shōrin-ryū (Matsubayashi): a Naihanchi Shodan é o primeiro kata de cinto castanho (2.º kyu).
FormaMovimentosKiai
Tekki Shodan2915, 29
Tekki Nidan24—
Tekki Sandan36—

A sequência (resumo)

O kata inteiro anda numa só linha reta de um lado para o outro. Cruza-se um pé à frente do outro para andar de lado, desce-se para a posição de cavaleiro e trabalha-se virado para a frente: cotovelada, bloqueios em gancho e duplos, socos para o lado e a “onda que volta” (levantar um pé até ao joelho do lado de dentro e voltar a pousá-lo com força). Depois repete-se para o outro lado.

Princípios

Posição baixa e enraizada, rodar a anca sem dar passos em frente, pernas fortes para deslocações rápidas e luta muito de perto.

Bunkai / aplicações

Embora a linha seja reta, as técnicas aplicam-se contra um atacante em qualquer ângulo. Alguns investigadores veem a Naihanchi como um exercício lento de agarre a dois: segurar, puxar e bater por dentro dos braços do adversário.

Variações entre estilos

O Shotokan usa uma posição de cavaleiro funda (kiba-dachi). O Shōrin-ryū usa naihanchi-dachi: largura dos ombros com as pontas dos pés para dentro. No Shōrin-ryū (Matsubayashi), Naihanchi Shodan é o primeiro kata do programa a abrir com uma técnica para a direita em vez da esquerda.

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Fontes: [4][2]

Bassai Dai / Passai 抜塞大

Nome e significadoCostuma traduzir-se “tomar (ou romper) uma fortaleza”; dai = a versão maior.
OrigemOkinawano, origem desconhecida. Motobu Chōki contava o Passai entre os três kata mais praticados em Okinawa e dizia que veio da China. Uma teoria liga o nome à dança do leão de Fujian (“pa sai”). Funakoshi mudou o nome de Passai Dai para Bassai em 1935.
MovimentosJKA: 42 (kiai no 19 e no 42).
Quando se aprendeIntermédio; normalmente o primeiro kata “maior” depois das Heian e da Tekki Shodan.

A sequência (resumo)

Abre a avançar para uma posição de pernas cruzadas com um bloqueio apoiado e depois muda de lado várias vezes com bloqueios por dentro e por fora. A parte do meio tem bloqueios com a mão em faca em posição recuada e um bloqueio em concha; perto do fim vem o soco duplo “montanha”.

Princípios

Transformar desvantagem em vantagem com uma resposta forte e decidida; trocar de bloqueios; equilíbrio entre velocidade e força.

Bunkai / aplicações

As mudanças de lado repetidas ensinam-se muitas vezes como afastar um braço e puxar o adversário para o desequilibrar antes de bater; o bloqueio em concha como apanhar um pontapé.

Variações entre estilos

Há muitas versões (Shōrin-ryū, Shitō-ryū, linhagens de Tomari). As artes coreanas praticam-no como Bassahee, Bal Sae ou Pal Che (Tang Soo Do, Soo Bahk Do).

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Fontes: [5][2]

Kankū Dai / Kūsankū 観空大

Nome e significadoKankū quer dizer “contemplar o céu”, pela abertura em que as mãos enquadram o céu. Kūsankū é o nome antigo.
OrigemLinhagem Shuri-te. A tradição liga-o a Kōshōkun (Kūsankū), um enviado chinês no Ryūkyū do século XVIII, mas não há provas diretas. Funakoshi chamou-lhe Kankū em 1935; era um dos seus kata preferidos.
MovimentosJKA: 65 (kiai no 15 e no 65); cerca de 90 segundos.
Quando se aprendeAvançado; kata habitual em exames de cinto negro no Shotokan.

A sequência (resumo)

Começa devagar, a subir as mãos abertas num triângulo para olhar o céu, e depois abre-se em todas as direções com técnicas de mão aberta. Itosu tirou daqui várias sequências para fazer as Heian, por isso os alunos reconhecem muitas passagens. Tem pontapés, um salto com rotação e uma descida ao chão antes de voltar a levantar.

Princípios

Técnicas de mão aberta fluidas que lembram o kung fu da Garça Branca, controlo do ritmo (lento e rápido) e deslocações em oito direções.

Bunkai / aplicações

No Matsubayashi-ryū a posição baixa “escondida” perto do fim lê-se como escapar a um abraço por trás, rodando e deixando-se cair.

Variações entre estilos

O Shotokan tem também o Kankū Shō (48 na JKA). O Shōrin-ryū mantém Kūsankū Dai e Shō; existe ainda Chatan Yara Kūsankū. No Tang Soo Do chama-se Kong Sang Koon.

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Fontes: [6][2]

Taikyoku 1–3 太極

Nome e significadoTaikyoku é a leitura japonesa de Taiji, o “supremo último” da filosofia chinesa.
OrigemCriadas por Yoshitaka (Gigō) Funakoshi e apresentadas pelo pai, Gichin Funakoshi, para simplificar ainda mais as Heian para principiantes.
MovimentosTaikyoku Shodan: 20 (kiai no 8 e no 16).
Quando se aprendeO primeiríssimo kata nas escolas que as usam (vários grupos Shotokan e o Kyokushin).

A sequência (resumo)

Mesma linha em I da Heian Shodan. A Shodan usa só duas técnicas: bloqueio baixo em cada viragem e soco médio a avançar em cada passo, sempre em posição frontal. A Nidan troca os socos médios por socos à cabeça. A Sandan troca seis dos bloqueios baixos por bloqueios por dentro em posição recuada.

Princípios

Aprender a dar passos, rodar e manter a posição antes de juntar dificuldade.

Variações entre estilos

O Kyokushin chama-lhes Taikyoku Sono Ichi, Ni e San; a Sono Ichi é na prática igual à Shodan do Shotokan.

Fontes: [7][2]

Gekisai / Fukyūgata 撃砕 / 普及型

Nome e significadoGekisai: “atacar e destruir”. Fukyūgata: “kata de divulgação” — um kata comum para principiantes.
OrigemEm 1940 uma comissão especial do karaté de Okinawa, sob o governador Gen Hayakawa, pediu kata-padrão para principiantes. Nagamine Shōshin (Matsubayashi-ryū) fez o Fukyūgata Ichi e Miyagi Chōjun (Gōjū-ryū) o Fukyūgata Ni, conhecido no Gōjū como Gekisai Dai Ichi. Ambos foram apresentados em 1941.
MovimentosSem número fixo: cada escola conta os movimentos à sua maneira.
Quando se aprendePrincipiante: no programa da IOGKF o Gekisai Dai Ichi e o Dai Ni são os dois primeiros kata de mão aberta.

A sequência (resumo)

Um percurso simples em cruz com bloqueios para cima, por dentro e para baixo, socos, um pontapé de frente e uma cotovelada, a avançar e recuar.

Princípios

Dar a todos os estilos de Okinawa um ponto de partida comum e simples.

Variações entre estilos

Só alguns estilos mantêm os dois. Desde 2005, no Dia do Karaté de Okinawa (25 de outubro), os Fukyūgata I, II e III são executados por todos no desfile em Naha.

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Fontes: [8]

Saifa 砕破

Nome e significadoTraduz-se como “rasgar e despedaçar”, “bater e pulverizar” ou “romper e abrir caminho”.
OrigemOrigem e autor desconhecidos. Pode vir dos estilos chineses estudados por Higaonna Kanryō; como o Tōon-ryū (outra linhagem de Higaonna) não o tem, outros acham que foi Miyagi Chōjun que o criou.
MovimentosSem número fixo: cada escola conta os movimentos à sua maneira.
Quando se aprendeEnsinado em terceiro lugar na IOGKF e no Meibukan, depois do Gekisai Dai Ichi e do Dai Ni.

A sequência (resumo)

Combinações curtas e de perto: soltar a mão de uma pega, golpes com as costas do punho e com o punho em martelo, com deslocações em ângulo.

Princípios

Golpes de punho fechado (costas do punho, martelo) e técnicas simples de agarrar.

Variações entre estilos

Também praticado no Shitō-ryū e no Kyokushin.

Fontes: [9]

Sanchin 三戦

Nome e significado“Três batalhas/conflitos”, normalmente explicado como unir mente, corpo e espírito.
OrigemAo que parece do Sul da China (Fujian). É o núcleo do Uechi-ryū e do Gōjū-ryū e existe também na Garça Branca de Fujian, nos Cinco Ancestrais e no Pangai-noon.
MovimentosSem número fixo: cada escola conta os movimentos à sua maneira.
Quando se aprendeO primeiro kata no Uechi-ryū; o Gōjū-ryū (IOGKF) ensina-o depois do Saifa. Pratica-se em todos os níveis.

A sequência (resumo)

Passos lentos para a frente em posição sanchin, golpes a partir de uma guarda fixa com respiração controlada e viragens para voltar. O professor pode testar a posição e a tensão do aluno durante o kata (shime).

Princípios

Fortalecer músculos e ossos para aguentar golpes e treinar a mecânica de um golpe a partir de uma base estável.

Bunkai / aplicações

Visto mais como kata de condicionamento e estrutura do que como sequência de combate.

Variações entre estilos

O Uechi-ryū bate com a mão em lança aberta (nukite); o Gōjū-ryū e o Chitō-ryū usam o punho fechado. O Gōjū tem duas versões (a de Miyagi e a de Higaonna). No fim da vida Miyagi tirou as duas viragens de 180°; uns alunos mantiveram, outros (como Toguchi Seikichi) voltaram a pô-las.

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Fontes: [10]

Tenshō 転掌

Nome e significado“Mãos que rodam” ou “palmas que giram”.
OrigemCriado em 1921 por Miyagi Chōjun, fundador do Gōjū-ryū, como contraponto suave (jū) do Sanchin. Pode ser uma versão da forma chinesa do sul Rokkishu.
MovimentosSem número fixo: cada escola conta os movimentos à sua maneira.
Quando se aprendeIntermédio a avançado no Gōjū-ryū; pratica-se junto com o Sanchin.

A sequência (resumo)

Feito em posição sanchin: movimentos circulares contínuos das mãos abertas e dos pulsos, com respiração profunda e tensão dinâmica.

Princípios

O lado suave do Gōjū (“duro–suave”): mãos fluidas que desviam em vez de enfrentar a força de frente.

Variações entre estilos

Alguns estilos chamam-lhe Rokkishu. Alguns investigadores acham que é a interpretação de Miyagi do Kakuha, um kata do programa de Higaonna que o Gōjū-ryū já não mantém.

Fontes: [11]

Taegeuk 1–8 (poomsae) 태극 1–8장

Nome e significadoTaegeuk é o símbolo yin–yang da bandeira coreana, a “realidade última” de onde tudo nasce. Cada uma das oito formas representa um trigrama (gwae) do I Ching.
OrigemDe 1967 a 1971 o taekwondo do estilo Kukkiwon usava as formas Palgwae, mais antigas, da Associação Coreana de Taekwondo. Com a entrada de mais kwans (escolas), criaram-se as Taegeuk para representar todas; em 1971 já tinham substituído as Palgwae, que algumas escolas ainda ensinam.
MovimentosIl Jang e Ee Jang: 18 cada. As outras variam um pouco conforme a forma de contar (ver tabela).
Quando se aprendeCintos de cor, uma por grau. Para cinto negro normalmente tem de se saber as oito e fazê-las seguidas sem pausa. As competições de poomsae da World Taekwondo usam-nas.
FormaMovimentosTrigrama
1 Il Jang18Céu, luz
2 Ee Jang18Alegria (lago)
3 Sam Jang20Fogo, sol
4 Sa Jang20Trovão
5 Oh Jang20Vento
6 Yuk Jang19–23Água
7 Chil Jang24Montanha
8 Pal Jang24–27Terra

A sequência (resumo)

As oito seguem um percurso no chão inspirado no I Ching (três linhas horizontais ligadas pela linha central). As primeiras usam posição de andar, posição frontal, bloqueios baixos e médios, socos e pontapés de frente; a posição recuada, as técnicas de mão em faca, os pontapés laterais e as cotoveladas vão aparecendo; as últimas juntam saltos e combinações mais complexas.

Princípios

Cada forma exprime o carácter do seu trigrama (por exemplo, Il Jang: o começo simples; Pal Jang: a terra, o fim do ciclo antes do cinto negro). Expirar em cada técnica; kihap nos movimentos-chave.

Variações entre estilos

O taekwondo ITF usa outro conjunto, as tul (Chon-Ji, Dan-Gun, Do-San…). Algumas escolas de Tang Soo Do e Song Moo Kwan também têm formas “Taegeuk”, mas são as Taikyoku do karaté e diferentes das do Kukkiwon.

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Fontes: [12][13][7]

Koryo (poomsae) 고려

Nome e significadoTem o nome da dinastia Koryo (c. 918–1392), que deu o nome à Coreia.
OrigemPoomsae de cinto negro do Kukkiwon / World Taekwondo.
Movimentos30 movimentos (50 técnicas).
Quando se aprendeO primeiro poomsae de cinto negro (1.º Dan); muitas escolas pedem-no no exame de 2.º Dan.

A sequência (resumo)

Começa numa posição de preparação especial com as mãos à frente da cara (tongmilgi junbi). Bloqueio duplo com mão em faca em posição recuada, pontapé lateral baixo seguido logo de pontapé lateral alto, golpe com mão em faca e soco, repetidos para cada lado. Depois bloqueios baixos com mão em faca e golpes em arco à garganta com pontapés de frente, quebras de joelho, bloqueios em cunha, partes em posição de cavaleiro com socos laterais e cotoveladas, e acaba com golpes de mão em faca e em arco.

Princípios

Força contida e elegância; o pontapé lateral duplo treina equilíbrio e controlo.

Variações entre estilos

Não confundir com padrões de outras federações (ITF) nem com versões antigas.

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Fontes: [14][13]

Siu Nim Tau 小念頭

Nome e significado“Pequena ideia para começar”. Também se escreve Siu Lim Tau.
OrigemWing Chun (sul da China). Em 1972, semanas antes de morrer, Ip Man foi filmado a executá-la.
MovimentosNão fixo: as formas diferem entre ramos do Wing Chun.
Quando se aprendePrimeira forma; pratica-se a vida toda.

A sequência (resumo)

Feita sem mexer os pés, na posição simétrica (pontas dos pés para dentro). Os braços trabalham um de cada vez pela linha central: socos, golpes de palma e as formas básicas das mãos (tan, bong, fook e outras). Uma secção faz-se muito devagar.

Princípios

A “semente” da arte: equilíbrio, estrutura do corpo e linha central. Uns ramos tratam a posição simétrica como posição de combate, outros só como posição de treino.

Variações entre estilos

Varia muito entre ramos. Na linhagem de Ip Man a primeira secção treina a força contraindo e relaxando os braços; na de Moy Yat faz-se devagar sem tensão muscular, quase como meditação.

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Fontes: [15]

Chum Kiu 尋橋

Nome e significado“Procurar a ponte” — a ponte é o contacto entre os nossos braços e os do adversário.
OrigemSegunda forma do Wing Chun.
MovimentosNão fixo: as formas diferem entre ramos do Wing Chun.
Quando se aprendeIntermédio, depois da Siu Nim Tau.

A sequência (resumo)

Junta o que a primeira forma não tem: rodar a posição (pivô), dar passos, pontapés e movimento coordenado do corpo todo, além de cotovelos e joelhos a curta distância.

Princípios

“Fechar a distância”: entrar, desfazer a estrutura e o equilíbrio do adversário e recuperar a posição e a linha central quando se perdem. O peso do corpo no golpe vem do pivô ou do passo.

Variações entre estilos

Os ramos que leem o nome como “ponte que afunda” dão mais ênfase a desenraizar e a espiralar.

Fontes: [15]

Biu Jee 鏢指

Nome e significado“Dedos que disparam”.
OrigemTerceira e última forma de mãos vazias do Wing Chun.
MovimentosNão fixo: as formas diferem entre ramos do Wing Chun.
Quando se aprendeAvançado.

A sequência (resumo)

Técnicas de muito curta e muito longa distância, pontapés baixos e varrimentos, cotoveladas e estocadas com os dedos, com mais movimento do tronco e alongamento do que as formas anteriores.

Princípios

Técnicas de “emergência” para recuperar quando a estrutura e a linha central estão muito comprometidas. Um ditado do Wing Chun diz “Biu Jee não sai pela porta” — uns leem “manter em segredo”, outros “evitar usar”.

Fontes: [15]

Forma do boneco de madeira (Muk Yan Jong) 木人樁

Nome e significado“Poste do homem de madeira”.
OrigemOs bonecos antigos eram enterrados no chão. O boneco de Hong Kong, preso à parede, foi desenhado por Ip Man para caber num apartamento. Uma lenda (não história) diz que a monja Ng Mui juntou 108 bonecos de Shaolin num só.
MovimentosMuitas vezes ensinada como 108 movimentos, mas as versões diferem entre linhagens.
Quando se aprendeAvançado, depois das três formas de mãos vazias.

A sequência (resumo)

Feita contra um boneco com três braços e uma perna, que representam o corpo do adversário em várias posições. As ripas de montagem com mola permitem treinar absorver a força para a posição.

Princípios

Aplicar as técnicas de mãos vazias aos ângulos e linhas de força de um adversário “vivo”.

Variações entre estilos

Bruce Lee modificou um boneco para o Jeet Kune Do (pescoço modificado, perna de metal). O Choy Li Fut usa outro boneco (Ching Jong).

Fontes: [16][15]

Formas de armas do Wing Chun: facas e vara 八斬刀 · 六點半棍

Nome e significadoBaat Jaam Dou: “facas que cortam em oito direções” (um par de facas-borboleta). Luk Dim Bun Gwan: “vara dos seis pontos e meio”.
OrigemAs duas formas de armas tradicionais do Wing Chun. As facas também se chamavam “facas que tiram a vida”. A vara, às vezes chamada “vara do dragão”, é cónica e mede 8 a 13 pés (cerca de 2,4–4 m).
MovimentosNão fixo: as formas diferem entre ramos do Wing Chun.
Quando se aprendeA última etapa do sistema na maioria dos ramos.

A sequência (resumo)

A forma das facas ensina deslocações avançadas e dá força à posição e à técnica. A forma da vara assenta em sete princípios: desenraizar, expandir, choque, desviar, cortar para baixo, círculo e fluir — fluir conta como o “meio ponto”.

Princípios

Alguns ramos aplicam os princípios da vara também à luta sem armas.

Variações entre estilos

As facas também se chamam Yee Jee Seung Dou (“facas duplas em paralelo”). O ramo Yuen Kay Shan / Sum Nung treinava também o lançamento de dardos.

Fontes: [15]

Tai chi forma 24 (Pequim / simplificada) 二十四式太極拳

Nome e significado“Tai chi simplificado de 24 posturas”; chama-se forma de Pequim por causa do local de origem.
OrigemEm 1956 a Comissão Chinesa de Desporto juntou mestres de tai chi em Pequim, liderados por Li Tianji (treinador da seleção de wushu), para criar uma forma simples para a saúde pública. Baseia-se no estilo Yang e é hoje uma das formas de tai chi mais praticadas no mundo.
Movimentos24 movimentos; cerca de seis minutos.
Quando se aprendePrincipiante; uma primeira forma comum e base para a forma de competição 42 e para as formas longas tradicionais.

A sequência (resumo)

Mantém posturas Yang conhecidas — abertura, separar a crina do cavalo selvagem, a garça branca abre as asas, roçar o joelho, agarrar a cauda do pardal, chicote simples, mãos nas nuvens — e acaba com o fecho. Tiraram-se os movimentos mais difíceis, nada se repete e os lados esquerdo e direito trabalham por igual.

Princípios

Movimento lento, contínuo e relaxado, com o peso a passar suavemente de uma perna para a outra.

Variações entre estilos

Os professores da família Yang não a reconhecem como tai chi da família Yang. Formas-padrão posteriores incluem a 48 e a forma de competição 42 (que mistura quatro estilos).

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Fontes: [17][18]

Forma longa do estilo Yang 楊氏太極拳

Nome e significadoA forma de mãos tradicional da família Yang, padronizada por Yang Chengfu.
OrigemYang Luchan estudou com Chen Changxing desde 1820 e a partir de 1850 ensinou a Guarda Imperial. O neto, Yang Chengfu, tirou à forma de mãos os saltos, as batidas de pé e as explosões de força (fa jin) e criou a “estrutura grande”, lenta e ampla, que é hoje a forma longa mais praticada.
MovimentosCerca de 150 movimentos, contados normalmente como 85, 88, 103 ou 108 posturas conforme o professor.
Quando se aprendeIntermédio; normalmente aprende-se depois de uma forma curta.

A sequência (resumo)

Três secções que repetem posturas-chave (agarrar a cauda do pardal, chicote simples, mãos nas nuvens) a uma velocidade constante e regular.

Princípios

Movimentos lentos, regulares, amplos e suaves, adequados a todos. Os elementos vigorosos ficaram nas formas de armas (espada, sabre, bastão, lança).

Variações entre estilos

A forma de “estrutura média” de Yang Jianhou está mais perto do estilo Chen e é mais marcial. A forma curta de Cheng Man-ch’ing deriva das formas Yang mas não é reconhecida pela família Yang.

Fontes: [18]

Chen Laojia (Estrutura Antiga) Yilu e Erlu 陳氏老架

Nome e significadoLaojia = “estrutura antiga”. Yilu = primeira forma; Erlu = segunda forma, mais conhecida como Punho de Canhão (Pao Chui).
OrigemO estilo Chen é o estilo de tai chi mais antigo que se conhece (Aldeia Chen, Henan). Chen Changxing (14.ª geração) condensou o treino da família em duas rotinas, a Estrutura Antiga, e ensinou Yang Luchan, o primeiro de fora registado. Chen Zhaopei publicou a sua Primeira Forma com fotos em 1930 e manteve viva a Estrutura Antiga na aldeia a partir de 1958.
MovimentosLaojia: Yilu 74, Erlu 44. (Xinjia, a Estrutura Nova: 83 e 71.)
Quando se aprendeNa Aldeia Chen a Laojia Yilu é a forma de base e ensina-se sempre primeiro; a Erlu é avançada.

A sequência (resumo)

A Yilu é sobretudo lenta e contínua com algumas explosões de força, batidas de pé e um salto; a Erlu (Punho de Canhão) é mais rápida e explosiva, com mais saltos e golpes.

Princípios

Enrolar a seda (movimento em espiral pelo corpo todo), alternar lento e rápido, e explosões de força (fa jin). A Yilu ensina deslocações, posições e coordenação entre mente, corpo e energia.

Variações entre estilos

A Xinjia (Estrutura Nova, de Chen Fake via Chen Zhaokui) usa círculos mais pequenos e rotação de pulsos mais visível. Outros ramos: Estrutura Pequena (Xiaojia) e o Método Prático de Hong Junsheng (81 e 64 movimentos).

Fontes: [19]

Nage-no-kata 投の形

Nome e significado“Formas de projeção”: uma das duas randori-no-kata (formas para a prática livre) do judo Kōdōkan.
OrigemCriada por Kanō Jigorō para mostrar os princípios da projeção e poderem ser aplicados no randori. Começou com dez projeções; mais tarde juntaram-se cinco, entre elas kata-guruma e uki-otoshi.
Movimentos15 projeções em 5 grupos de 3, cada uma feita à direita e à esquerda (30 projeções).
Quando se aprendeMuitas vezes exigida em exames de cinto negro (shodan).
FormaMovimentosProjeções
Te-waza3uki-otoshi, seoi-nage, kata-guruma
Koshi-waza3uki-goshi, harai-goshi, tsurikomi-goshi
Ashi-waza3okuriashi-harai, sasae-tsurikomi-ashi, uchi-mata
Ma-sutemi-waza3tomoe-nage, ura-nage, sumi-gaeshi
Yoko-sutemi-waza3yoko-gake, yoko-guruma, uki-waza

A sequência (resumo)

Tori (quem projeta) e uke (quem é projetado) cumprimentam a frente e um ao outro, tomam a postura natural e fazem os grupos por ordem: mão, anca, pé, sacrifício para trás e sacrifício de lado. Em uki-otoshi, por exemplo, uke avança três vezes; ao terceiro passo tori quebra o ritmo, desce ao joelho esquerdo e projeta uke para a frente com um puxão em volante.

Princípios

Desequilíbrio (kuzushi), colocação (tsukuri) e execução (kake), com etiqueta rigorosa.

Variações entre estilos

A outra randori-no-kata é a Katame-no-kata (técnicas de solo).

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Fontes: [20]

Nihon Kendō Kata 日本剣道形

Nome e significado“Formas do kendo japonês”.
OrigemFixadas em 1933 a partir das Dai Nippon Teikoku Kendō Kata de 1912, compostas por comissões de mestres de várias escolas de espada.
Movimentos10 kata: 1–7 com a espada longa (tachi), 8–10 com a espada curta (kodachi) contra a longa.
Quando se aprendeFazem parte dos exames de dan de kendo, com a prova prática e o exame escrito.

A sequência (resumo)

Feitas a pares com espadas de madeira (bokutō): uchidachi, o papel de professor, ataca; shidachi, o papel de aluno, responde e vence. Cada kata é uma troca curta de um a poucos cortes ou estocadas, a uma distância real e com atenção total.

Princípios

Distância correta (maai), tempo, postura e o espírito que continua depois do corte (zanshin). Mantêm a ligação entre o kendo com shinai e a espada verdadeira.

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Fontes: [21][22]

Seitei iai (formas-padrão da AJKF) 制定居合

Nome e significadoSeitei = “estabelecido, padrão”.
OrigemCriadas em 1969 por uma comissão da Federação Japonesa de Kendo para que todos os clubes de iaidō das federações de kendo ensinassem e avaliassem o mesmo conjunto.
Movimentos12 kata.
Quando se aprendeTodos os níveis: a base dos exames de iaidō nas federações de kendo.
FormaMovimentosSignificado
1 Mae1Frente
2 Ushiro1Trás
3 Ukenagashi1Receber, desviar e cortar
4 Tsuka-ate1Golpe com o punho da espada
5 Kesagiri1Corte diagonal
6 Morotezuki1Estocada a duas mãos
7 Sanpōgiri1Cortar em três direções
8 Ganmen-ate1Golpe à cara
9 Soetezuki1Estocada com a mão junta
10 Shihōgiri1Cortar em quatro direções
11 Sōgiri1Cortes completos
12 Nukiuchi1Saque súbito

A sequência (resumo)

Kata a solo contra um ou mais adversários imaginários. Cada um começa e acaba com a espada na bainha: saque e primeiro corte, corte final, sacudir o sangue (chiburi) e embainhar (nōtō). Os primeiros kata começam de joelhos, os seguintes de pé.

Princípios

Imaginação e concentração para manter a sensação de uma situação real; corte calmo e preciso.

Variações entre estilos

Escolas antigas (koryū) como o Musō Jikiden Eishin-ryū mantêm os seus programas, mais longos. Existe ainda um conjunto de cinco formas koryū (Tōhō) de cinco escolas.

Fontes: [23][22]

Seitei jōdō 制定杖道

Nome e significado“Caminho do bastão, versão-padrão”.
OrigemDesenvolvido por Shimizu Takaji nos anos 1960 a partir do Shintō Musō-ryū para ser ensinado nos dōjō de kendo. Dez formas vêm do Shintō Musō-ryū com pequenas mudanças; duas baseiam-se no Uchida-ryū tanjō-jutsu.
Movimentos12 técnicas básicas (kihon) e 12 kata.
Quando se aprendeTodos os níveis no jōdō das federações de kendo.

A sequência (resumo)

A pares: o jō (bastão de madeira redondo, hoje com 128 cm) contra a espada de madeira. As kihon treinam-se sozinho e a pares antes dos kata.

Princípios

Controlar o espadachim com golpes, estocadas e varrimentos às mãos, braços e corpo, mais do que esmagá-lo.

Variações entre estilos

Muitos dōjō de Shintō Musō-ryū começam os principiantes por algumas formas seitei por serem mais simples.

Fontes: [24]

Sequências de ensino de Mestre Bimba (Capoeira Regional)

Nome e significadoSequências de ensino: combinações fixas de ataque, esquiva e contra-ataque treinadas a pares.
OrigemNo fim dos anos 1920 e início dos 1930, Mestre Bimba, com o aluno José Cisnando Lima, reorganizou a capoeira para lhe devolver o lado de luta. Criou as sequências de ensino — o primeiro método de ensino da capoeira — e abriu uma escola formal em 1932.
MovimentosNão é uma forma a solo: são combinações curtas a pares.
Quando se aprendePrincipiantes na Capoeira Regional; a base antes de jogar na roda.

A sequência (resumo)

Dois alunos repetem trocas fixas: um ataca com um golpe (por exemplo o martelo, que Bimba acrescentou), o outro esquiva-se e responde, e depois trocam. O que se aprende é depois experimentado livremente na roda com música.

Princípios

Ataque, esquiva e contra-ataque, com precisão e disciplina.

Variações entre estilos

A Capoeira Angola, fundada cerca de uma década depois, mantém uma prática mais tradicional sem estas sequências fixas.

Fontes: [25]

Fontes

Conteúdo escrito pela Wabukan a partir das fontes abaixo (verificadas em 2026-10-30). Os links externos são só referência.

  1. Wikipedia — Pinan — en.wikipedia.org
  2. JKA Tokyo — 形の挙動数 (counts and kiai of the JKA kata) — jka-tokyo.jp
  3. Shotokan Kata — step-by-step guide — shotokan-kata.org
  4. Wikipedia — Naihanchi — en.wikipedia.org
  5. Wikipedia — Passai — en.wikipedia.org
  6. Wikipedia — Kūsankū (kata) — en.wikipedia.org
  7. Wikipedia — Taikyoku — en.wikipedia.org
  8. Wikipedia — Fukyugata (Gekisai) — en.wikipedia.org
  9. Wikipedia — Saifa — en.wikipedia.org
  10. Wikipedia — Sanchin — en.wikipedia.org
  11. Wikipedia — Tensho (kata) — en.wikipedia.org
  12. Wikipedia — Taegeuk (taekwondo) — en.wikipedia.org
  13. Springwater Taekwondo — WT/Kukkiwon poomsae (movement counts) — springwatertaekwondo.com
  14. Phoenix Taekwondo — Poomsae Koryo — phoenixtaekwondo.net
  15. Wikipedia — Wing Chun (forms and weapons) — en.wikipedia.org
  16. Wikipedia — Mu ren zhuang (wooden dummy) — en.wikipedia.org
  17. Wikipedia — 24-form tai chi — en.wikipedia.org
  18. Wikipedia — Yang-style tai chi — en.wikipedia.org
  19. Wikipedia — Chen-style tai chi — en.wikipedia.org
  20. Wikipedia — Nage-no-kata — en.wikipedia.org
  21. Wikipedia — Kendo (Nihon Kendo Kata) — en.wikipedia.org
  22. All Japan Kendo Federation (ZNKR) — kendo.or.jp
  23. Wikipedia — Iaido (Seitei-gata) — en.wikipedia.org
  24. Wikipedia — Shintō Musō-ryū (Seitei Jōdō) — en.wikipedia.org
  25. Wikipedia — Capoeira Regional — en.wikipedia.org

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Wabukan (2026). Formas: kata, poomsae, taolu e formas com armas. https://wabukan.com/pt/formas (consultado em 2026-10-30)
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Atualizado: 2026-10-30